Crise de Rinite por mudança de temperatura e cheiro forte?Por que anti alérgico não funciona mais?

Você espirra quando sente perfume? Seu nariz entope quando muda o tempo? Talvez o problema não seja alergia.

Antes de continuar a leitura, assista ao vídeo abaixo. Nele explico por que muitas pessoas convivem durante anos com sintomas de rinite, fazem testes de alergia e recebem um resultado normal.


Imagine a seguinte situação.

Você entra em um shopping e, ao passar em frente a uma perfumaria, sente imediatamente o nariz arder. Começa a espirrar. Os olhos lacrimejam. Alguns minutos depois, o nariz está completamente entupido.

Outro dia, você sai de casa em uma manhã fria. Bastam alguns segundos para o nariz começar a escorrer como uma torneira.

Ou então você entra em um ambiente com ar-condicionado, alguém acende um incenso, usa um desinfetante perfumado ou começa a cozinhar com bastante pimenta. Novamente os sintomas aparecem.

Você pensa:

“Eu devo ter alergia.”

Procura um médico.

Faz teste de alergia.

O resultado vem completamente normal.

Então surge uma dúvida que escuto praticamente todos os dias no consultório:

“Doutor, se eu não tenho alergia, por que meu nariz continua atacando?”

A resposta pode estar em uma doença extremamente comum, mas ainda pouco conhecida pela população: a rinite não alérgica, também chamada em muitos casos de rinite vasomotora.

Milhões de brasileiros convivem com esse problema sem saber que existe tratamento. Muitos passam anos tomando antialérgicos que pouco ajudam, acreditando que precisarão “conviver com isso para sempre”.

A boa notícia é que, quando fazemos o diagnóstico correto, a maioria dos pacientes consegue melhorar significativamente sua qualidade de vida.

Neste guia você vai entender por que seu nariz reage a perfumes, fumaça, mudanças de temperatura, ar-condicionado e diversos outros estímulos, mesmo sem apresentar alergia.


O maior mito sobre rinite: nem toda rinite é alérgica

Quando pergunto aos pacientes:

“Você tem rinite?”

A resposta costuma ser:

“Tenho alergia.”

Na realidade, essas duas palavras não significam exatamente a mesma coisa.

Rinite significa simplesmente inflamação da mucosa nasal.

Essa inflamação pode acontecer por diversos motivos.

A alergia é apenas um deles.

Esse é um conceito extremamente importante.

Na medicina moderna sabemos que existem vários tipos diferentes de rinite.

Entre eles:

  • rinite alérgica;
  • rinite não alérgica;
  • rinite vasomotora;
  • rinite medicamentosa;
  • rinite hormonal;
  • rinite relacionada à gravidez;
  • rinite ocupacional;
  • rinite gustativa;
  • rinite eosinofílica não alérgica (NARES);
  • rinite do idoso;
  • rinite induzida por medicamentos.

Cada uma possui causas diferentes.

Consequentemente, o tratamento também pode ser completamente diferente.

É justamente por isso que algumas pessoas tomam antialérgicos durante anos sem apresentar melhora.

Elas estão tratando uma doença diferente daquela que realmente possuem.


O que é rinite não alérgica?

A rinite não alérgica é um grupo de doenças nas quais o nariz apresenta sintomas semelhantes aos da rinite alérgica, porém sem que exista uma reação alérgica mediada por IgE, que é o mecanismo clássico das alergias.

Em outras palavras:

O nariz reage exageradamente a estímulos que normalmente não causariam problema na maioria das pessoas.

É como se ele ficasse “hipersensível”.

Imagine um alarme de incêndio.

Em uma casa normal, ele dispara quando existe fumaça.

No paciente com rinite não alérgica, esse alarme dispara mesmo quando alguém apenas acende uma vela.

O mesmo acontece dentro do nariz.

Estímulos comuns passam a provocar uma resposta exagerada da mucosa nasal.

Essa hiper-reatividade nasal é um dos principais mecanismos envolvidos na rinite vasomotora.


O que acontece dentro do nariz?

Para entender melhor, imagine que o nariz não serve apenas para respirar.

Ele funciona como um verdadeiro laboratório.

A cada segundo ele:

  • aquece o ar;
  • umidifica o ar;
  • filtra partículas;
  • identifica odores;
  • protege os pulmões;
  • participa da resposta imunológica.

Para fazer tudo isso, existe uma enorme quantidade de vasos sanguíneos e terminações nervosas na mucosa nasal.

Na rinite não alérgica, esses nervos passam a responder de forma exagerada.

Um simples perfume.

Uma mudança de temperatura.

Um vento frio.

Uma fumaça.

Um cheiro de tinta.

Tudo isso pode desencadear uma cascata de respostas no nariz.

Os vasos sanguíneos dilatam.

A mucosa incha.

As glândulas passam a produzir muito mais secreção.

O resultado aparece poucos segundos depois.

O nariz fecha.

Ou começa a escorrer.

Ou surgem vários espirros.

Em alguns pacientes acontece tudo isso ao mesmo tempo.


Por que perfumes fazem algumas pessoas espirrarem?

Essa talvez seja a principal pesquisa relacionada à rinite não alérgica.

Todos os dias milhares de pessoas digitam no Google:

“Perfume faz espirrar?”

“Perfume causa rinite?”

“Por que cheiro forte me faz espirrar?”

A resposta é interessante.

Na maioria das vezes, o perfume não provoca uma alergia verdadeira.

Ele atua como um irritante.

As substâncias voláteis presentes nas fragrâncias estimulam terminações nervosas extremamente sensíveis localizadas dentro da cavidade nasal.

Esses nervos enviam sinais ao cérebro.

O cérebro interpreta que existe um agente irritante.

Como mecanismo de defesa, o organismo produz:

  • espirros;
  • aumento da secreção;
  • congestão nasal;
  • coceira;
  • lacrimejamento.

É uma resposta de proteção.

O problema é que, em quem tem rinite não alérgica, essa resposta é exagerada.

É por isso que algumas pessoas conseguem entrar tranquilamente em uma loja de perfumes enquanto outras precisam sair em poucos minutos.


Não é só perfume: dezenas de cheiros podem desencadear a crise

Ao longo dos anos percebi que muitos pacientes acreditam ser alérgicos a perfumes específicos.

Na realidade, vários odores podem desencadear sintomas.

Entre os mais comuns estão:

  • perfumes;
  • desodorantes;
  • produtos de limpeza;
  • água sanitária;
  • cloro;
  • amaciante de roupas;
  • desinfetantes;
  • fumaça de cigarro;
  • vape;
  • fumaça de churrasqueira;
  • fumaça de lenha;
  • incensos;
  • velas aromáticas;
  • aromatizadores de ambiente;
  • gasolina;
  • diesel;
  • tinta;
  • solventes;
  • vernizes;
  • acetona;
  • spray de cabelo;
  • laquê;
  • cosméticos;
  • produtos de salão de beleza.

Perceba que muitos desses produtos não são alérgenos.

Eles apenas irritam uma mucosa nasal que já é extremamente sensível.

Esse detalhe muda completamente a forma de investigar e tratar o problema.


“Meu nariz entope quando muda o tempo.” Isso pode ser rinite não alérgica?

Sim.

Essa é outra situação clássica.

Muitas pessoas dizem:

“Bastou esfriar um pouco e meu nariz fechou.”

Outras relatam exatamente o contrário.

No verão, quando saem do calor e entram em um ambiente com ar-condicionado, o nariz começa a escorrer imediatamente.

Essas mudanças bruscas de temperatura estimulam terminações nervosas presentes na mucosa nasal.

O resultado é uma alteração rápida do calibre dos vasos sanguíneos.

Em poucos minutos surge:

  • nariz entupido;
  • coriza;
  • espirros;
  • sensação de pressão nasal.

Esse fenômeno explica por que tantas pessoas apresentam sintomas durante o inverno, mesmo sem estarem gripadas e sem terem alergia ao frio.

 

Como saber se minha rinite é alérgica ou não alérgica?

Essa é uma das perguntas que mais escuto no consultório e também uma das mais pesquisadas na internet.

Afinal, os sintomas são muito parecidos.

Em ambos os casos, o paciente pode apresentar:

  • nariz entupido;
  • coriza;
  • espirros;
  • coceira no nariz;
  • redução do olfato;
  • sensação de nariz constantemente irritado.

Então como diferenciar?

A resposta está na história clínica, nos fatores desencadeantes, no exame realizado pelo otorrinolaringologista e, quando necessário, nos testes de alergia.

A rinite alérgica acontece porque o sistema imunológico identifica uma substância normalmente inofensiva — como ácaros, pólens, pelos de animais ou fungos — como uma ameaça. Isso desencadeia uma reação imunológica mediada por anticorpos IgE, levando à liberação de histamina e de outras substâncias inflamatórias.

Já na rinite não alérgica, esse mecanismo não ocorre.

O problema está principalmente na hiper-reatividade da mucosa nasal e na forma como os nervos do nariz respondem aos estímulos do ambiente.

Em outras palavras, não existe um “inimigo” específico. Existe um nariz extremamente sensível.

É por isso que muitas pessoas dizem:

“Doutor, eu não tenho alergia a nada, mas qualquer cheiro me faz espirrar.”


Teste de alergia negativo significa que não tenho rinite?

Não.

Esse é outro grande mito.

Na verdade, um teste de alergia negativo apenas mostra que você provavelmente não possui sensibilização aos alérgenos pesquisados naquele exame.

Isso não significa que seu nariz seja normal.

É perfeitamente possível apresentar:

  • coriza diária;
  • nariz constantemente entupido;
  • espirros frequentes;
  • sensibilidade a perfumes;
  • piora com mudanças de temperatura;

e ainda assim ter um teste de alergia completamente normal.

Nesses casos, o diagnóstico de rinite não alérgica passa a ser uma das principais hipóteses.

É justamente por isso que o médico nunca deve tratar apenas o resultado do exame.

O paciente é muito mais importante do que qualquer teste.


O teste de alergia pode dar falso negativo?

Pode.

Embora os testes atuais sejam bastante confiáveis quando bem indicados, existem algumas situações em que:

  • o alérgeno responsável não foi incluído no painel testado;
  • a pessoa utilizou medicamentos que interferiram no resultado;
  • existe outro tipo de doença nasal que não depende de alergia.

Por isso, os testes complementam a consulta médica, mas não substituem uma boa avaliação clínica.


Existe pessoa que tenha rinite alérgica e rinite não alérgica ao mesmo tempo?

Sim.

E isso acontece muito mais do que as pessoas imaginam.

Esse talvez seja um dos conceitos mais importantes deste artigo.

Imagine uma paciente que apresenta alergia aos ácaros.

Sempre que limpa a casa ou arruma a cama, começa a espirrar.

Até aí, tudo indica rinite alérgica.

Mas essa mesma paciente também relata que:

  • perfumes fortes provocam crises;
  • fumaça de churrasco piora o nariz;
  • ar-condicionado desencadeia coriza;
  • mudança de temperatura faz o nariz entupir.

Perceba que ela possui dois mecanismos diferentes provocando sintomas.

Uma parte dos sintomas é causada pela alergia.

Outra parte decorre da hiper-reatividade da mucosa nasal.

Esse é um dos motivos pelos quais alguns pacientes melhoram apenas parcialmente com antialérgicos.


A rinite vasomotora é emocional?

Muitos pacientes perguntam:

“Doutor, será que meu problema é emocional?”

A resposta é um pouco mais complexa.

A rinite vasomotora não é uma doença psicológica.

Entretanto, sabemos que o sistema nervoso exerce grande influência sobre o funcionamento da mucosa nasal.

Situações de estresse intenso, ansiedade e tensão emocional podem alterar o equilíbrio entre diferentes sistemas nervosos responsáveis pelo controle dos vasos sanguíneos do nariz.

Como consequência, algumas pessoas percebem que:

  • o nariz fecha durante momentos de ansiedade;
  • começam a espirrar antes de uma apresentação;
  • apresentam coriza em períodos de maior estresse.

Isso não significa que “está tudo na cabeça”.

Significa apenas que o sistema nervoso pode funcionar como um gatilho adicional em pessoas predispostas.


Mudança de temperatura realmente provoca rinite?

Sim.

Esse é um dos desencadeantes mais clássicos da rinite não alérgica.

Talvez você já tenha vivido alguma destas situações.

Sai do banho quente.

Abre a porta do banheiro.

Recebe um vento frio no rosto.

Em poucos segundos:

o nariz escorre.

Ou então:

Você entra em um supermercado.

O ar-condicionado está muito forte.

Cinco minutos depois começa a espirrar.

Esses episódios acontecem porque mudanças bruscas de temperatura estimulam terminações nervosas presentes na mucosa nasal.

Esses nervos provocam uma dilatação rápida dos vasos sanguíneos.

A mucosa incha.

As glândulas produzem secreção.

O nariz responde exatamente como se estivesse tentando se proteger de uma agressão.


Por que o ar-condicionado piora tanto meu nariz?

Muita gente culpa exclusivamente o ar frio.

Na realidade existem vários fatores envolvidos.

O ar-condicionado costuma:

  • reduzir a umidade do ambiente;
  • ressecar a mucosa nasal;
  • concentrar partículas quando os filtros não são limpos adequadamente;
  • provocar mudanças rápidas de temperatura.

Tudo isso pode irritar uma mucosa já sensível.

Por isso alguns pacientes apresentam sintomas poucos minutos após entrar em um ambiente climatizado.


Existe rinite causada pela alimentação?

Existe.

Ela recebe o nome de rinite gustativa.

É uma forma de rinite não alérgica.

Nela, determinados alimentos estimulam reflexos nervosos que aumentam rapidamente a produção de secreção nasal.

O paciente relata algo curioso.

Começa a comer.

Principalmente alimentos:

  • muito quentes;
  • muito apimentados;
  • extremamente condimentados.

Poucos minutos depois o nariz começa a escorrer intensamente.

Isso não significa alergia ao alimento.

Na maioria das vezes trata-se apenas de uma resposta exagerada dos nervos que controlam as glândulas nasais.

Muitas pessoas convivem anos com esse problema sem imaginar que existe um nome e, principalmente, tratamento.


Rinite hormonal: quando os hormônios influenciam o nariz

Pouca gente sabe, mas alterações hormonais também podem provocar congestão nasal.

É relativamente comum observar piora dos sintomas durante:

  • gravidez;
  • menopausa;
  • alterações da tireoide;
  • mudanças hormonais importantes.

Durante a gestação, por exemplo, algumas mulheres desenvolvem uma congestão nasal persistente mesmo sem qualquer sinal de alergia.

Isso acontece porque os hormônios aumentam a dilatação dos vasos sanguíneos da mucosa nasal.

O resultado é um nariz constantemente entupido.

Na maioria dos casos, os sintomas melhoram após o parto.


O que é NARES? Uma doença pouco conhecida que pode parecer alergia

Existe ainda um subtipo chamado NARES (Non-Allergic Rhinitis with Eosinophilia Syndrome).

Apesar do nome complicado, o conceito é simples.

O paciente apresenta sintomas muito parecidos com a rinite alérgica.

Entretanto:

  • os testes de alergia costumam ser negativos;
  • não existe sensibilização alérgica clássica;
  • exames específicos podem mostrar aumento de eosinófilos na mucosa nasal.

O diagnóstico é feito pelo especialista e é importante porque esses pacientes costumam responder muito bem a determinados tratamentos, principalmente aos corticoides nasais.

Infelizmente, muitos permanecem anos sendo tratados apenas como “alérgicos” sem investigação adequada.


Você percebeu como o mesmo sintoma pode ter causas completamente diferentes?

Nariz entupido.

Coriza.

Espirros.

Todos parecem iguais.

Mas o tratamento pode mudar completamente dependendo do diagnóstico correto.

É exatamente por isso que uma consulta especializada faz tanta diferença. Antes de indicar qualquer medicamento, é fundamental entender por que o seu nariz está reagindo dessa maneira.

 

Como é feito o tratamento da rinite não alérgica? Existe cura?

Se você chegou até aqui, provavelmente se identificou com vários dos sintomas descritos.

Talvez você tenha passado anos ouvindo frases como:

“É só uma alergia.”

“Você tem rinite.”

“Toma esse antialérgico.”

Mas os sintomas continuam voltando.

Você muda de perfume.

Troca o amaciante.

Evita cheiro de tinta.

Foge da fumaça.

Mesmo assim, o nariz continua atacando.

Isso acontece porque o tratamento da rinite não alérgica é completamente diferente do tratamento de muitas alergias.

O objetivo não é apenas aliviar uma crise.

O objetivo é diminuir a sensibilidade exagerada da mucosa nasal e controlar os fatores que estimulam essa hiper-reatividade.

Quando o diagnóstico é correto, a melhora costuma ser bastante significativa.


O maior erro é tratar apenas os sintomas

Infelizmente, isso acontece todos os dias.

O paciente apresenta nariz escorrendo.

Compra um antialérgico.

Melhora por algumas horas.

Depois tudo volta.

Troca de medicamento.

Melhora novamente.

Alguns meses depois continua exatamente igual.

É como desligar o alarme de incêndio sem apagar o fogo.

Enquanto a causa não é identificada, os sintomas continuam reaparecendo.

Por isso, durante a consulta, procuro entender exatamente quais são os gatilhos daquele paciente.

Cada história é diferente.

Alguns pioram com perfume.

Outros apenas com mudança de temperatura.

Há pacientes que pioram somente durante refeições.

Outros apresentam sintomas apenas no ambiente de trabalho.

Quanto mais individualizado for o tratamento, melhores costumam ser os resultados.


Antialérgicos funcionam?

Essa talvez seja a maior surpresa para muitos pacientes.

A resposta é:

Depende.

Como a rinite não alérgica não é causada por uma reação alérgica clássica, muitos antialérgicos apresentam benefício limitado.

Isso explica uma cena muito comum.

O paciente diz:

“Já tomei vários antialérgicos diferentes.”

Quando pergunto:

“Melhorou?”

A resposta costuma ser:

“Melhorava só enquanto eu tomava.”

Ou então:

“Nem fazia muita diferença.”

Isso acontece porque boa parte dos sintomas não está sendo produzida pela histamina, mas pela hiperatividade dos nervos presentes na mucosa nasal.

É por isso que algumas pessoas passam anos trocando de antialérgico sem obter uma melhora consistente.


Então por que alguns pacientes melhoram com antialérgicos?

Porque nem sempre existe apenas um diagnóstico.

Como vimos anteriormente, é muito comum uma pessoa apresentar simultaneamente:

  • rinite alérgica;
  • rinite não alérgica.

Nesses casos, controlar a parte alérgica reduz uma parcela dos sintomas.

Entretanto, os gatilhos relacionados a perfume, fumaça, ar-condicionado e mudanças de temperatura podem continuar provocando crises.

É justamente essa combinação que explica muitos tratamentos parcialmente eficazes.


O corticoide nasal continua sendo um dos tratamentos mais importantes

Quando escutam a palavra “corticoide”, muitos pacientes ficam assustados.

Existe um receio enorme relacionado aos efeitos colaterais dos corticoides em comprimidos ou injetáveis.

Entretanto, os sprays nasais modernos funcionam de maneira completamente diferente.

Eles atuam principalmente na mucosa nasal.

A absorção para o restante do organismo costuma ser muito pequena quando utilizados corretamente.

Seu principal objetivo é reduzir a inflamação persistente da mucosa.

Com menos inflamação:

  • o nariz desincha;
  • a produção de secreção diminui;
  • melhora a passagem do ar;
  • reduz-se a frequência das crises.

Um erro que faz muita gente achar que o spray nasal “não funciona”

Vou contar uma situação que acontece praticamente todos os dias no consultório.

O paciente compra o spray.

Usa durante dois dias.

Melhora um pouco.

Para o tratamento.

Uma semana depois tudo volta.

Então conclui:

“Esse remédio não resolveu.”

Na realidade, o problema não foi o medicamento.

Foi o tempo de utilização.

Ao contrário dos descongestionantes nasais, que produzem efeito em poucos minutos, os corticoides nasais precisam agir sobre a inflamação da mucosa.

Em muitos pacientes, o benefício máximo aparece apenas após algumas semanas de uso contínuo.

Esse é um dos maiores motivos de insucesso no tratamento.


Aplicar corretamente o spray muda completamente o resultado

Você sabia que muitas pessoas utilizam o spray nasal da forma errada?

É extremamente comum ver pacientes aplicando o jato diretamente contra o septo nasal.

Além de aumentar o risco de irritação e pequenos sangramentos, isso reduz a distribuição adequada do medicamento.

A técnica correta faz toda a diferença.

De forma geral:

  • faça primeiro a lavagem nasal;
  • aguarde cerca de cinco a dez minutos;
  • incline discretamente a cabeça;
  • direcione o aplicador para a parede lateral da narina, em direção à orelha do mesmo lado, e não para o septo;
  • inspire suavemente, sem puxar o medicamento com muita força.

Pequenos detalhes como esses podem melhorar significativamente a eficácia do tratamento.


A lavagem nasal também ajuda na rinite não alérgica?

Muito.

Na verdade, ela ajuda muito mais do que a maioria das pessoas imagina.

Embora muitas pessoas associem a lavagem nasal apenas à rinite alérgica, seus benefícios também são importantes na rinite vasomotora.

Ela ajuda a remover:

  • partículas irritantes;
  • poluentes;
  • fumaça;
  • resíduos químicos;
  • poeira;
  • secreções acumuladas.

Além disso, melhora o funcionamento dos cílios responsáveis pela limpeza natural do nariz.

Em pacientes com crises frequentes, a lavagem nasal costuma reduzir bastante o desconforto diário.


Existe cirurgia para rinite não alérgica?

Existe, mas ela não é indicada para todos os pacientes.

A cirurgia nunca deve ser o primeiro tratamento.

Ela costuma ser considerada quando:

  • existe hipertrofia importante dos cornetos;
  • há obstrução nasal persistente;
  • o tratamento clínico foi realizado corretamente e não trouxe melhora suficiente;
  • existem alterações anatômicas associadas, como desvio significativo do septo.

Dependendo da avaliação do otorrinolaringologista, procedimentos para redução dos cornetos podem melhorar significativamente a respiração.

Entretanto, é importante entender que nenhuma cirurgia elimina completamente a sensibilidade dos nervos do nariz.

Por isso, a indicação deve ser individualizada.


A imunoterapia (vacina para rinite) funciona na rinite não alérgica?

Essa é uma dúvida muito importante.

A resposta é: não da mesma forma que na rinite alérgica.

A imunoterapia com alérgenos — conhecida popularmente como “vacina para rinite” — é indicada quando existe comprovação de alergia a substâncias específicas, como ácaros, pólens ou pelos de animais, e quando há correlação entre essa sensibilização e os sintomas do paciente.

Na rinite puramente não alérgica, a imunoterapia não costuma trazer benefício, porque não há um alérgeno específico para dessensibilizar.

Por outro lado, muitos pacientes têm uma combinação de rinite alérgica e rinite não alérgica. Nesses casos, tratar a componente alérgica com imunoterapia pode reduzir uma parte importante dos sintomas, enquanto outras medidas controlam a hiper-reatividade nasal.

Por isso, identificar corretamente o tipo de rinite é essencial antes de indicar qualquer tratamento.


12 hábitos que ajudam a controlar a rinite não alérgica no dia a dia

Embora não seja possível eliminar completamente todos os gatilhos, algumas mudanças simples costumam reduzir bastante a frequência das crises.

  • Evite exposição prolongada a perfumes e fragrâncias muito intensas.
  • Prefira produtos de limpeza com odor suave sempre que possível.
  • Mantenha os ambientes bem ventilados.
  • Faça a limpeza periódica dos filtros do ar-condicionado.
  • Evite mudanças bruscas de temperatura quando puder.
  • Hidrate-se adequadamente ao longo do dia.
  • Realize lavagem nasal conforme orientação médica.
  • Não use descongestionantes nasais continuamente.
  • Trate adequadamente uma eventual rinite alérgica associada.
  • Evite fumaça de cigarro e vape.
  • Tenha uma boa rotina de sono.
  • Faça acompanhamento com um otorrinolaringologista se os sintomas forem persistentes.

Uma mensagem importante

Um dos maiores erros é aceitar frases como:

“Seu nariz é assim mesmo.”

Não.

Na maioria dos casos, existe um diagnóstico e existe tratamento.

Talvez você nunca tenha sido avaliado especificamente para rinite não alérgica.

Talvez ninguém tenha relacionado seus sintomas aos perfumes, às mudanças de temperatura ou ao ar-condicionado.

É justamente essa investigação detalhada que faz a diferença entre apenas conviver com a doença e realmente controlá-la.

Nariz entope quando muda o tempo? Entenda por que isso acontece

Essa é uma das pesquisas mais frequentes no Google relacionadas à rinite.

Muitas pessoas contam exatamente a mesma história.

Está tudo bem durante o dia.

Basta uma frente fria chegar.

Ou então sair de um ambiente aquecido para outro mais frio.

Em poucos minutos o nariz fecha completamente.

Alguns pacientes relatam exatamente o contrário.

Entram em um ambiente com ar-condicionado e imediatamente começam a espirrar.

Outros acordam bem, mas basta abrir a porta de casa em uma manhã fria para surgir coriza intensa.

Será que isso significa alergia ao frio?

A resposta é não.

Até o momento, não existe uma “alergia ao frio” que explique esses casos na grande maioria das pessoas.

O que costuma acontecer é uma alteração no funcionamento dos vasos sanguíneos e das terminações nervosas da mucosa nasal.

O nariz possui milhares de pequenos vasos responsáveis por aquecer e umidificar o ar antes que ele chegue aos pulmões.

Quando ocorre uma mudança brusca de temperatura, esses vasos podem dilatar-se rapidamente em pessoas predispostas.

Essa dilatação aumenta o volume da mucosa.

O resultado é um nariz que parece “fechar” de repente.

Além disso, as glândulas presentes dentro do nariz podem aumentar a produção de secreção.

Por isso algumas pessoas apresentam coriza abundante logo após sair para um ambiente frio.

Quanto maior a sensibilidade da mucosa nasal, maior tende a ser essa resposta.

É justamente por isso que pacientes com rinite não alérgica costumam perceber piora durante o inverno, ao entrar em locais climatizados ou até mesmo ao tomar bebidas muito geladas.


Perfume faz espirrar. Isso significa que tenho alergia ao perfume?

Essa dúvida gera muita confusão.

Na maioria das vezes, não.

O perfume raramente provoca uma alergia verdadeira.

O que ele costuma fazer é estimular terminações nervosas extremamente sensíveis presentes dentro do nariz.

Perfumes contêm dezenas ou até centenas de compostos voláteis diferentes.

Essas substâncias evaporam facilmente e entram em contato com a mucosa nasal durante a respiração.

Em pessoas sem rinite, isso normalmente não causa qualquer desconforto.

Já quem possui rinite não alérgica apresenta uma resposta exagerada.

O organismo interpreta aquele estímulo como algo irritante.

Imediatamente surgem sintomas como:

  • espirros repetidos;
  • nariz escorrendo;
  • congestão nasal;
  • sensação de ardor;
  • lacrimejamento;
  • coceira.

Isso explica por que algumas pessoas conseguem trabalhar tranquilamente em uma perfumaria enquanto outras não conseguem permanecer ali por cinco minutos.

O mesmo acontece em elevadores, consultórios, academias ou restaurantes quando alguém usa uma fragrância muito intensa.


Cheiro forte faz mal para rinite?

Sim.

Embora o perfume seja o exemplo mais conhecido, diversos odores podem desencadear crises.

Entre eles:

  • produtos de limpeza;
  • água sanitária;
  • amoníaco;
  • cloro de piscina;
  • fumaça de cigarro;
  • cigarro eletrônico (vape);
  • fumaça de churrasqueira;
  • lenha;
  • incensos;
  • velas aromáticas;
  • aromatizadores de ambiente;
  • gasolina;
  • solventes;
  • tinta;
  • verniz;
  • inseticidas;
  • sprays de cabelo;
  • cosméticos muito perfumados.

É importante entender que essas substâncias nem sempre provocam alergia.

Na maioria dos casos, elas funcionam como irritantes.

Essa diferença muda completamente o tratamento.

Enquanto na alergia buscamos controlar a resposta imunológica, na rinite não alérgica nosso objetivo é reduzir a hiper-reatividade da mucosa nasal.


Por que meu nariz escorre do nada?

Você está sentado assistindo televisão.

De repente o nariz começa a escorrer.

Sem gripe.

Sem resfriado.

Sem alergia conhecida.

Esse é outro relato extremamente comum.

Existem diversas causas possíveis.

Uma delas é justamente a rinite não alérgica.

Nesse tipo de rinite, as glândulas responsáveis pela produção de muco tornam-se hiperativas.

Pequenos estímulos passam a desencadear uma produção exagerada de secreção.

Às vezes basta:

  • sentir um cheiro forte;
  • entrar em um ambiente frio;
  • beber uma bebida muito quente;
  • comer alimentos condimentados;
  • respirar ar seco.

Em poucos minutos surge uma coriza intensa.

Esse quadro costuma ser muito frustrante porque o paciente acredita estar constantemente gripado.

Na realidade, trata-se de uma alteração do funcionamento da mucosa nasal.


Meu nariz escorre quando como alimentos quentes ou apimentados. O que pode ser?

Esse quadro recebe o nome de rinite gustativa.

É um subtipo de rinite não alérgica.

Ela ocorre porque determinados alimentos estimulam reflexos do sistema nervoso que aumentam rapidamente a produção de secreção nasal.

Os principais desencadeantes são:

  • pimenta;
  • curry;
  • mostarda;
  • alimentos muito condimentados;
  • sopas muito quentes;
  • bebidas extremamente quentes.

O paciente costuma dizer:

“Doutor, sempre que começo a comer meu nariz escorre.”

Muitas vezes ele acredita ter alergia alimentar.

Na maioria dos casos, porém, trata-se apenas de uma resposta exagerada dos nervos que controlam as glândulas nasais.


Meu teste de alergia deu negativo e continuo espirrando. O que devo fazer?

Talvez essa seja a pergunta mais importante deste artigo.

Muitas pessoas saem frustradas após receber um teste de alergia normal.

Elas pensam:

“Então não tenho nada.”

Na verdade, o resultado apenas mostra que não foi identificada sensibilização aos alérgenos pesquisados.

Isso não significa que seu nariz esteja saudável.

Existem diversas doenças que não dependem de alergia e podem provocar exatamente os mesmos sintomas.

Entre elas:

  • rinite não alérgica;
  • rinite vasomotora;
  • rinite gustativa;
  • NARES (rinite eosinofílica não alérgica);
  • rinite medicamentosa;
  • alterações anatômicas, como desvio de septo e hipertrofia dos cornetos;
  • sinusite crônica;
  • pólipos nasais.

É por isso que o diagnóstico não deve ser baseado apenas no exame.

Uma consulta detalhada com o otorrinolaringologista continua sendo a etapa mais importante para entender por que seu nariz permanece inflamado.


Vale a pena conviver com esse problema?

Muita gente acredita que rinite é apenas um incômodo passageiro. No entanto, quando não tratada adequadamente, ela pode comprometer muito mais do que a respiração.

Um nariz constantemente inflamado pode prejudicar o sono, favorecer a respiração pela boca, aumentar episódios de sinusite, reduzir a qualidade de vida, afetar a concentração no trabalho ou nos estudos e até diminuir o rendimento em atividades físicas.

Se você se identificou com várias situações descritas neste artigo, não aceite simplesmente a ideia de que “seu nariz é assim mesmo”. Em muitos casos, existe um diagnóstico preciso e um tratamento capaz de reduzir significativamente as crises.

A avaliação especializada permite diferenciar rinite alérgica, rinite não alérgica, alterações anatômicas e outras doenças que podem provocar sintomas semelhantes. Somente a partir desse diagnóstico é possível indicar o tratamento mais adequado para o seu caso.

Se você procura um otorrinolaringologista em Curitiba ou deseja realizar uma consulta online, agende uma avaliação. Um plano de tratamento individualizado pode ajudá-lo a respirar melhor, dormir melhor e recuperar sua qualidade de vida. Além do tratamento medicamentoso, quando indicado, podem ser necessários testes de alergia, nasofibroscopia, orientações de controle ambiental e outras estratégias específicas para controlar definitivamente os sintomas.

Perguntas frequentes sobre rinite não alérgica 

As dúvidas abaixo são baseadas nas perguntas que mais recebo no consultório e nas pesquisas mais frequentes realizadas no Google sobre rinite, nariz entupido, perfumes, mudanças de temperatura e testes de alergia.


Como saber se minha rinite é alérgica ou não alérgica ou vasomotora?

Não existe um único sintoma capaz de diferenciar as duas doenças.

A rinite alérgica costuma piorar após contato com ácaros, pelos de animais, pólens e fungos. Muitas vezes vem acompanhada de coceira intensa no nariz, nos olhos e no céu da boca.

Já a rinite não alérgica geralmente é desencadeada por estímulos irritativos, como perfumes, fumaça, mudanças bruscas de temperatura, ar-condicionado, produtos de limpeza ou odores fortes.

Em muitos pacientes, os dois tipos coexistem, tornando o diagnóstico ainda mais desafiador.

Por isso, uma avaliação especializada é muito mais importante do que simplesmente fazer um teste de alergia.


Meu teste de alergia deu negativo. Mesmo assim posso ter rinite?

Sim.

E isso acontece com muita frequência.

Na verdade, milhares de pacientes descobrem a existência da rinite não alérgica justamente depois de realizar testes completamente normais.

O problema não está em uma reação alérgica.

Está na sensibilidade exagerada da mucosa nasal.


Perfume pode causar rinite?

Perfume dificilmente provoca uma alergia verdadeira.

Na maioria das vezes ele funciona como um irritante.

As moléculas voláteis estimulam terminações nervosas presentes no nariz.

Quem possui rinite não alérgica responde de forma exagerada a esse estímulo.

Por isso aparecem:

  • espirros;
  • nariz entupido;
  • coriza;
  • ardência;
  • lacrimejamento.

Cheiro de produto de limpeza pode atacar a rinite?

Pode.

Entre os principais desencadeantes estão:

  • água sanitária;
  • cloro;
  • amoníaco;
  • desinfetantes;
  • detergentes muito perfumados;
  • aromatizadores de ambiente;
  • inseticidas;
  • produtos de limpeza pesada.

Isso não significa alergia ao produto.

Na maioria das vezes trata-se apenas de irritação da mucosa nasal.


O cigarro eletrônico (vape) piora a rinite?

Sim.

Embora muitas pessoas acreditem que o vape seja menos irritante que o cigarro tradicional, seus aerossóis contêm diversas substâncias capazes de inflamar a mucosa respiratória.

Pacientes com rinite costumam apresentar piora importante após exposição frequente.


O cheiro de tinta pode provocar rinite?

Pode.

Tintas, vernizes e solventes liberam compostos orgânicos voláteis que irritam intensamente a mucosa nasal.

É muito comum pacientes relatarem crises durante reformas.


Ar-condicionado causa rinite?

Não.

Ele não causa a doença.

Mas pode desencadear sintomas em pessoas predispostas.

Os principais motivos são:

  • baixa umidade;
  • mudanças rápidas de temperatura;
  • filtros mal higienizados;
  • circulação de poeira.

Frio causa rinite?

O frio não provoca rinite.

Entretanto, mudanças bruscas de temperatura estimulam terminações nervosas presentes na mucosa nasal.

Por isso muitas pessoas apresentam crises logo após sair de um ambiente quente para outro frio.


Tomar sorvete piora a rinite?

Não existe evidência científica de que sorvete provoque rinite.

Algumas pessoas apenas sentem desconforto temporário devido ao frio.


Chocolate piora rinite?

Esse é outro mito muito difundido.

Salvo casos específicos de alergia alimentar, não existem evidências de que o chocolate provoque rinite.


Leite aumenta o catarro?

Essa é uma das maiores dúvidas da internet.

Em pessoas saudáveis, os estudos não demonstram aumento da produção de muco após o consumo de leite.

Alguns pacientes apenas percebem a secreção mais espessa na boca devido à consistência da bebida.

Isso é diferente de produzir mais catarro.


Existe rinite emocional?

A rinite não é causada por emoções.

Entretanto, ansiedade, estresse e tensão podem funcionar como gatilhos adicionais em pessoas predispostas.

O sistema nervoso influencia diretamente o funcionamento da mucosa nasal.


Existe cura para rinite não alérgica?

Depende da causa.

Algumas formas melhoram significativamente com tratamento.

Outras são doenças crônicas que podem ser muito bem controladas.

O mais importante é identificar corretamente o tipo de rinite.


A rinite piora com a idade?

Pode acontecer.

Alguns pacientes desenvolvem rinite apenas na fase adulta.

Outros apresentam melhora espontânea ao longo dos anos.

Tudo depende da causa.


Criança pode ter rinite não alérgica?

Pode.

Embora seja menos frequente do que a rinite alérgica, crianças também podem apresentar hiper-reatividade nasal.


Existe exame específico para rinite vasomotora?

Infelizmente não.

O diagnóstico é principalmente clínico.

Ele depende da história detalhada, do exame físico e da exclusão de outras causas.


A nasofibroscopia ajuda?

Muito.

Ela permite avaliar:

  • desvio de septo;
  • pólipos;
  • hipertrofia dos cornetos;
  • inflamações;
  • secreções;
  • tumores;
  • outras alterações anatômicas.

É um dos exames mais importantes realizados pelo otorrinolaringologista.


Preciso fazer tomografia?

Nem sempre.

Na maioria dos pacientes com rinite não há necessidade de tomografia.

Ela costuma ser indicada apenas em situações específicas.


Dormir com ventilador faz mal para rinite?

O ventilador não causa rinite.

Entretanto, ele pode levantar poeira e ressecar a mucosa.

Se estiver direcionado diretamente para o rosto durante toda a noite, algumas pessoas acordam mais congestionadas.


Umidificador ajuda?

Depende.

Em locais muito secos pode aliviar sintomas.

Por outro lado, se utilizado inadequadamente, favorecendo excesso de umidade e proliferação de fungos, pode piorar principalmente pacientes alérgicos.


Qual o melhor antialérgico para rinite vasomotora?

Não existe um único medicamento que seja o melhor para todos.

Além disso, muitos pacientes com rinite não alérgica apresentam pouca resposta aos antialérgicos tradicionais.

É justamente por isso que o diagnóstico correto é tão importante.


Posso usar descongestionante todos os dias?

Não.

O uso prolongado pode provocar rinite medicamentosa.

É um dos problemas mais comuns que encontro no consultório.


Posso fazer lavagem nasal diariamente?

Sim.

Quando indicada pelo médico, a lavagem nasal pode ser realizada diariamente e costuma trazer bastante benefício tanto para rinite alérgica quanto para rinite não alérgica.


Qual médico trata rinite não alérgica?

O especialista mais indicado é o médico otorrinolaringologista, profissional capacitado para investigar doenças do nariz, dos seios da face, da garganta e dos ouvidos.


Quando devo procurar um otorrinolaringologista?

Você deve procurar avaliação especializada principalmente quando:

  • o nariz permanece entupido durante semanas;
  • usa antialérgicos continuamente e não melhora;
  • testes de alergia vieram negativos;
  • perfumes desencadeiam crises;
  • mudanças de temperatura provocam sintomas intensos;
  • depende de descongestionantes nasais;
  • apresenta sinusites frequentes;
  • respira pela boca;
  • ronca;
  • perdeu qualidade de vida por causa do nariz.

Não trate apenas os sintomas. Descubra por que seu nariz reage dessa forma.

Se você chegou até aqui, talvez tenha percebido que seu problema não seja simplesmente uma “alergia”.

Muitas pessoas convivem durante anos com rinite não alérgica sem nunca receber esse diagnóstico. Passam por diversos tratamentos, trocam de medicamentos repetidamente e continuam sofrendo com nariz entupido, coriza, espirros e crises desencadeadas por perfumes, fumaça ou mudanças de temperatura.

O primeiro passo para melhorar é entender qual tipo de rinite você realmente tem.

No consultório, faço uma avaliação detalhada da história clínica, dos fatores desencadeantes, realizo exame físico completo e, quando necessário, solicito exames complementares como testes de alergia e nasofibroscopia. Somente depois dessa investigação é possível elaborar um tratamento personalizado.

Em muitos casos, controlar a rinite significa também reduzir episódios de sinusite, melhorar o sono, diminuir a respiração pela boca e recuperar a qualidade de vida.

Tratamento da rinite em Curitiba com o Dr. Paulo Mendes Jr.

Se você procura um otorrinolaringologista em Curitiba com experiência no diagnóstico e tratamento da rinite alérgica, rinite não alérgica, rinite vasomotora, sinusite, nariz entupido e outras doenças respiratórias, será um prazer ajudá-lo.

Atendo adultos e crianças no Centro da Rinite do Hospital IPO, em Curitiba, oferecendo investigação completa e tratamentos atualizados, incluindo quando indicado:

  • Testes de alergia;
  • Nasofibroscopia;
  • Tratamento medicamentoso individualizado;
  • Orientação sobre lavagem nasal;
  • Controle ambiental;
  • Imunoterapia (vacina para rinite em gotas) nos pacientes com indicação.

Também realizo consultas online por telemedicina, permitindo atender pacientes de todo o Brasil.

Respirar bem transforma a qualidade de vida. E o primeiro passo é descobrir a verdadeira causa dos seus sintomas, em vez de apenas mascará-los com medicamentos.


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